quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O que o homeschooling fez por sua família? (3)

Continuando a série de testemunhos sobre as mudanças que a educação em casa promove nas famílias, publico hoje as palavras da minha amiga Daiane Selestrim, que além de ser uma grande amiga, é um grande exemplo de esposa, mãe e dona de casa.
 
Sempre eduquei meus filhos em casa. Foi uma decisão nossa como casal que eu cuidaria dos nossos filhos, e sempre me senti muito feliz por poder acompanhar o desenvolvimento deles de perto e auxiliá-los. Mas com o passar dos anos e o conhecimento dos inúmeros problemas das escolas, comecei a ficar muito aflita com o fato de que logo chegaria a idade escolar. Foi quando, como providência, conheci a educação domiciliar através de um amigo que praticava. No começo foi um misto de dúvida, medo e até alívio por ter encontrado uma possibilidade de dar uma educação de qualidade para as crianças. A partir daí comecei a pesquisar e me capacitar para este grande desafio. Realmente, a trajetória não foi fácil, mas o amor pelas crianças me fez transpor as dificuldades que surgiram e ainda surgem. Deus foi muito providente em todo este tempo, pois foram surgindo pessoas mais capacitadas que eu para me ajudar e encontramos vários pais que buscavam o mesmo; isso só nos impulsionou a continuar. Então, olhando para trás, não tenho como traçar um antes e depois do homeschooling, pois mesmo sem saber, a princípio, sempre fomos homeschoolers, mas imagino que, caso não fôssemos, ficaríamos mais tempo longe uns dos outros, eu não conheceria meus filhos tão bem quanto conheço e jamais poderia lançar mão da possibilidade de ensiná-los conforme suas tendências particulares. Nossa família é muito unida, vejo diariamente crianças felizes, despreocupadas, irmãos de diferentes idades brincando entre si e cuidando uns dos outros. Crianças inocentes, inteligentes, autoconfiantes e criativos. Hoje nos sentimos seguros com nossa decisão e agradecemos a Deus por termos a oportunidade de além de passar conhecimentos e habilidades intelectuais, podermos ensinar valores morais e éticos, os quais estão tão deturpados nas escolas atualmente.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Extras e garantia!



Pessoal, em pouco mais de 24h estarão encerradas as inscrições para a nova turma do curso "Ensine seus filhos a ler de forma eficaz".

Vocês já estão carecas de saber dos meus dois mini-cursos gratuitos destinados a quem adquirir o curso do prof. Carlos comigo. Mas o que vocês ainda não sabem são os extras que o próprio prof. Carlos oferece. Ou seja, o curso vai muito além da mera preparação para a alfabetização. Confira:

Bônus #1 Educação Musical Infantil
Bônus #2 Bilinguismo
Bônus #3 Afetividade Infantil e Harmonia Familiar
Bônus #4 Psicomotricidade Avançada
Bônus #5 Comunidade Secreta no Facebook
Bônus #6 Pesquisas Científicas e Educação Infantil

CLIQUE AQUI E ADQUIRA AGORA
====> goo.gl/9hpi0H <====

PS1: O pagamento pode ser parcelado.
PS2: Se não gostar do curso, você tem garantia de 30 dias para entrar em contato e receber o seu dinheiro de volta!

sábado, 13 de dezembro de 2014

O programa é... descansar!

Faz mais de um mês que estamos em férias. Sim, esta é mais uma vantagem do ensino em casa: uma vez que você atinge os objetivos, não precisa ficar enrolando, fingindo que ensina pessoas que fingem que aprendem enquanto todos desperdiçam um tempo precioso. 

Chloe foi muito bem em português, história, latim e música. Não avançamos em literatura nem em ciências; achei melhor fazer um intervalo. Bíblia e catecismo não têm folga. Em matemática, porém, a coisa não foi tão bem quando eu esperava. Cobrimos bem as revisões da adição e da subtração, fixamos bem a multiplicação, no entanto, na hora da divisão a coisa emperrou. Tentei de um jeito, não deu. Tentei de outro, também não deu. E então percebi que mais do que a dificuldade em compreender o conteúdo, aquele esforço estava fazendo com que minha menina começasse a duvidar de sua capacidade. Sabem o que eu fiz? Parei tudo na mesma hora.

Não tenho dúvidas quanto a capacidade da Chloe, mas vi que os métodos que eu tinha à minha disposição não a estavam ajudando, de modo que forçá-la a persistir naquele tipo de exercício só aprofundaria em seu coração a falsa opinião de que ela não é boa em matemática (e esse tipo de impressão, acreditem, é mais difícil de mudar do que fazê-la compreender o mecanismo da divisão). Assim, resolvi respirar fundo, agradecer pelo quanto conquistamos, enfatizar as vitórias e descansar (é por isso que tenho postado bem mais por aqui, participado de hangouts, pesquisado, lido e preparado um novo curso ;) ).

Além disso, minha amiga Nani já me garantiu que conhece um método bem mais eficaz de ensinar matemática do que aqueles que eu vinha utilizando até aqui. Durante as férias quero tentar fazer algumas aulas com ela para compreender os mecanismos e as diferenças e, depois, tentá-lo com a Chloe. Assim que eu confirmar que a coisa dá certo mesmo, conto tudo pra vocês, prometo. :)

Agora, em se tratando das atividades para as férias, os únicos itens previstos são:

- Copiar um livro da Bíblia para o projeto Evangelho em Cadernos (Chloe está copiando a Carta de São Tiago e eu estou copiando do Livro de Provérbios, que é o meu favorito);
- Montar um quebra-cabeças da Santa Ceia em família (estamos aguardando as férias do Gustavo);
- Assistir a algum concerto;
- Visitar o Museu da PUC-RS;
- Visitar o Zoológico.

O resto é livre: livros, pinturas, recortes, desenhos, passeios, amigos, cama... E esperar o Natal, o Ano Novo
, aproveitar muuuuito sem correr para nada. :)

E vocês, homeschoolers, já estão descansando? ;)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Hangout e webinário

Queridos,

Como alguns de vocês talvez já saibam, hoje à noite, às 23h acontecerá um hangout imperdível com o prof. Olavo de Carvalho e o prof. Carlos Nadalim. Se você tinha alguma dúvida sobre a competência do último, agora você terá a chance de vê-lo conversando frente a frente com o maior filósofo brasileiro da atualidade. :D

No entanto, se hoje à noite a coisa é meio "duelo de titãs", amanhã o papo é "na sala de casa". Sim, acontecerá amanhã à noite, às 21h, um webinário com o prof. Carlos e outros três amigos que são também professores do curso "Ensine seus filhos a ler de forma eficaz". Refiro-me aqui aos professores Luiz Faria, Ítalo Marsili e Robison Poreli. O primeiro deles é um professor doutor que entende tuuuuudo de alfabetização e de método fônico. O segundo é um psicólogo especializado em crianças e famílias. Já o terceiro é professor de música.

Mas qual o motivo da reunião? Além de proporcionar-nos - gratuitamente - uma conversa de alto nível sobre educação infantil, o webinário pretende abordar os seguintes pontos:
- Quais são os erros mais comuns durante a alfabetização;
- Quais são os erros mais comuns em termos afetivos (aspectos negativos do relacionamento entre os pais que repercutem sobre o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança);
- E quais são os erros mais comuns na musicalização infantil.


Ou seja, se você tem dúvidas ou simples interesse a respeito destes assuntos, não poderá perder o encontro de amanhã.

Por último, como é costume nas turmas do prof. Carlos, o webinário será aberto para perguntas do público! Sim! Seja lá qual for a sua dúvida, esse time de professores estará à sua disposição para esclarecê-la. Cá entre nós: onde mais você consegue isso aqui no Brasil?

Infelizmente, porém, os links ainda não estão disponíveis. Mas assim se forem liberados eu os publicarei aqui e no facebook! Fique ligado!

===> LINK PARA O HANGOUT <===
===> LINK PARA O WEBINÁRIO <===

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Inscrições abertas!

Chegou a hora!!!

Você quer poder alfabetizar os seus filhos com confiança, passo a passo e segundo os métodos mais eficazes disponíveis no mundo? Então este é o seu curso!



Assista ao vídeo do prof. Carlos em que ele explica TODO O CURSO. Todas as suas dúvidas, desde valores, formas de pagamento, duração, tudo está esclarecido ali.

CLIQUE AQUI para assistir.

E é importante lembrar que, ao adquirir o curso do prof. Carlos COMIGO, você ganha dois cursos meus sem custo algum: o "Ensine seus filhos a gostar de ler" e o "De volta ao lar - Um guia para esposas e mães"!


Para mais informações sobre os meus dois cursos, CLIQUE AQUI.

Não deixe essa etapa decisiva da formação do seu filho nas mãos do MEC! Faça você mesmo o melhor por sua família!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cursos, cursos, cursos!

A partir de amanhã pela manhã, às 11h, estarão oficialmente abertas as inscrições para a nova turma do curso "Ensine seus filhos a ler de forma eficaz", do prof. Carlos Nadalim. Disponibilizarei aqui no blog e também no facebook o link para aquisição do curso. Nele você encontrará um vídeo breve em que o prof. Carlos explicará TUDO a respeito do curso: formato, duração, valor, materiais de apoio, bônus... Não se preocupe, você não ficará confuso nem perdido, estará tudo explicadinho. ;) No entanto, se você adquirir o curso do prof. Carlos por meio dos meus links (e só dos meus), levará gratuitamente dois cursos meus! Confira abaixo as descrições de ambos:

Curso #1 (Já conta com mais de 130 alunos satisfeitos!)
Ensine seus filhos a gostar de ler
 
Um curso elaborado de modo a complementar o curso oferecido pelo prof. Carlos: enquanto ele ensina a ler, eu ensino a transformar a nova habilidade adquirida em um hábito e em um prazer.

O curso é composto de 4 aulas, nas quais você aprenderá:
- A tornar-se uma inspiração para seus filhos;
- A utilizar as novas tecnologias a seu favor;
- A discernir os assuntos e estilos que mais instigam;
- A selecionar os melhores conteúdos.

Há ainda uma série de bônus! Sim, o bônus do bônus
- Um artigo de autoria de Mortimer Adler, traduzido do inglês e inédito em língua portuguesa, que irá inquietá-lo e desafiá-lo a fazer o melhor por si e por sua família;
- Material de apoio em pdf para cada aula;
- Lista ampla com dezenas de títulos de obras seguras, divididas por faixas etárias, para você começar a montar (ou complementar) a biblioteca dos seus filhos;
- Lista de obras para os pais, para ajudá-los a compreender melhor o universo da literatura infantil (INÉDITO!);
- Comunidade secreta no facebook destinada ao convívio dos alunos, esclarecimentos e ao compartilhamento de conteúdos relativos ao curso.


Curso #2 (Inédito!)
De volta ao lar - Guia para esposas e mães
Um curso que surgiu como uma resposta à constante pergunta que muitas mulheres me fazem: "Como você faz para dar conta de tudo?". Nele, pretendo contar o meu "segredo", isto é, como o retorno ao lar é mais do que cumprir uma série de obrigações para as quais muitas de nós não fomos sequer preparadas.

O curso é composto de 6 aulas, nas quais falarei sobre:
- Como fazer diferente daquilo que nos foi ensinado;
- Os referenciais contemporâneos e os referenciais da fé;
- Definir prioridades e organizando a rotina;
- Alimentação e compras;
- Inserir e transmitir às crianças os novos conhecimentos.

E como oferecido no primeiro curso, há ainda uma série de bônus! Sim, o bônus do bônus!
- Listas de sites, blogs e aplicativos destinados a ajudar na gestão da vida doméstica;
- Material de apoio em pdf para cada aula;
- Planilhas e listas para organizar a rotina;
- Comunidade secreta no facebook destinada ao convívio dos alunos, esclarecimentos e ao compartilhamento de conteúdos relativos ao curso.

Ambos os cursos serão disponíveis online, agora em VÍDEO, com duração média de 30 minutos cada aula. Ou seja, cada aluno poderá fazer o curso no seu ritmo, onde e quando for melhor para si.

Quanto àqueles que já foram alunos do prof. Carlos e têm interesse em algum (ou em ambos) os meu cursos, peço-lhes que envie um email para encontrandoalegria@gmail.com escrevendo em "Assunto" apenas: "Quero fazer o curso Ensine seus filhos a gostar de ler" ou "Quero fazer o curso De volta ao lar". Pronto. Você entrará automaticamente para a minha lista e receberá informações relativas ao processo de inscrição. 

Contudo, se você já foi meu aluno, quer adquiri o curso do prof. Carlos, mas acha um desperdício já ter feito o curso "Gostar de ler", saiba que você pode dá-lo de presente a uma outra pessoa, parente ou amigo. Presentão de Natal, hein?

Por último, se você não tem interesse em nada disso, mas sabe de alguém a quem tais conteúdos seriam úteis, por favor, repasse-lhes o link deste post!

Muito obrigada e até amanhã!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cinco passos para alfabetizar seu filho em casa! (3)

Acaba de ir ao ar o último vídeo da série gratuita do prof. Carlos Nadalim sobre alfabetização em casa! Trata-se de um vídeo de respostas às dúvidas que surgiram a partir dos vídeos anteriores. Ou seja, se você aplicou os exercícios sugeridos e ficou com alguma dúvida, assista, pois ela pode pode ter sido respondida aqui. Por outro lado, se você ainda não viu os outros dois vídeos, deixo os links aqui e aqui.

Agora, um aviso importante: Não deixe para assistir depois a esta série, pois ela estará disponível POR TEMPO LIMITADO.

CLIQUE AQUI e assista agora ao terceiro vídeo. ;)





terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cinco passos para alfabetizar seu filho em casa! (2)


Queridos, continuando a série de vídeos gratuita do prof. Carlos, eis aqui a segunda parte! CLIQUE AQUI e assista agora mesmo! Para quem não viu a primeira parte, basta descer dois posts. ;) O vídeo está logo aqui embaixo. Assim como a primeira parte, novamente está disponível um pdf com os exercícios! Aproveitem!


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O que o homeschooling fez por sua família? (2)

Depoimento da minha amiga Catiane De Gasperi Longhi. Eu juro que não pedi a ela que nos elogiasse! Ela escreveu o que quis!

Obrigada pelo carinho, querida!

A primeira vez em que ouvi falar sobre homeschooling, pensei ser uma realidade possível em países como nos EUA e não aqui. Achava uma loucura, pois me perguntava como iria acontecer e como me "realizaria profissionalmente" se optasse por isso? Ou mais, com quem minhas crianças iriam se relacionar? Um borbulhar de questionamentos brotavam em mim, e não sabia a quem recorrer! Por providência, numa partilha com uma amiga, ela indicou um blog em que ela tinha achado coisas muito interessantes sobre educação das crianças: o "Encontrando Alegria".
Era a época em que havia um programa na Rádio Vox uma vez por semana. Nossa! Bebi muito desse programa, tirei dúvidas, mudei meus pensamentos, minha vida e minha família para melhor! Aos poucos as coisas foram acontecendo e hoje sou muito feliz por ter feito a escolha de permanecer em casa, educar minhas filhas (tenho 3) e protege-las de todo o mal que invadiu nossas escolas!
Sei que a Educação Domiciliar é o grande desafio da minha vida, mas por outro lado, sei que posso contar sempre com os amigos que fiz nesse caminho. Estou dando e fazendo tudo que posso, e sei que o que importa não é formar gênios, mas educar para o céu, para o amor!
O programa de rádio foi um verdadeiro companheiro de todas as quintas. Era muito bom poder ouvir a Camila, o Gustavo e as vezes o Nathaniel, hehe! Quanta formação e informação! Sinto falta! Mas Deus me deu a graça de poder conviver com esses amigos e ver que eles tem o dom de serem verdadeiros em tudo o que pregam! Amigos de fé, caminhada e de objetivo! Sempre que posso acesso o "Encontrando Alegria", ele é para nós indispensável.
Quanto ao "Homeschooling", no início eu fiquei desesperada atrás de conteúdo e formação. Hoje entendo que é um passo de cada vez, um dia após o outro, sempre contando com a Providencia e auxílio de Deus! E como cada coisa tem seu tempo, eu posso ficar tranquila e trabalhar sem pressa os conteúdos. Meu desejo hoje é desacelerar, não no sentido de deixar de fazer as coisas, mas no sentido de dar valor, prioridade e mais tempo para o que é mais importante, a formação e a salvação da minha família!
Louvo à Deus pela missão que me deu de ser mãe homeschooler e também pelo dom da vida dos amigos que estão comigo nessa jornada. Juntos somos mais fortes e podemos ir mais longe apoiando-nos uns nos outros. Que o Senhor abençoe o "Encontrando Alegria" e que derrame o seu Sangue precioso na Camila Abadie e em toda sua família, para que continuem o trabalho feito com coragem e sabedoria. Muitas famílias ainda serão atingidas por essa via!
Um grande abraço de uma mãe feliz e realizada!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cinco passos para alfabetizar em casa!

Dias atrás, circulou por aí uma matéria que mostrava algo que muitos de nós já sabíamos: os métodos de alfabetização utilizados no Brasil NÃO ALFABETIZAM, daí as eternas péssimas posições do nosso país nos rankings internacionais. No entanto, uma outra coisa que muitos de nós ainda não sabemos é que existe um método de alfabetização que ALFABETIZA DE FATO. E é isto o que o prof. Carlos Nadalim começa a ensinar nessa série de vídeos que hoje teve início. Faça como eu e algumas centenas de brasileiros já fizeram: assista, teste e comprove! CLIQUE AQUI.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sobre (não sob) o aval do governo

Está marcada para o dia 03 de dezembro a votação do projeto que propõe a regulamentação da educação domiciliar aqui no Brasil.

Entre as muitas comemorações que vi no facebook, parei para pensar a respeito por um instante. O resultado está aqui:
Pessoal, nunca se esqueçam: nenhuma regulamentação ou autorização governamental está acima das nossas consciências e do nosso dever para com Deus. Quem pratica o homeschool deve fazê-lo por convicção de que é o melhor para os seus filhos, e não porque o governo diz que pode. Quem deixa de praticá-lo deve fazê-lo por não estar convicto de que é o melhor ou por estar convicto de que não é o melhor, e não porque o governo não deixa. Some-se a isso o fato de termos um governo composto, em sua esmagadora maioria, por bandidos, literalmente. Ou seja, DE FORMA ALGUMA nossas consciências e a responsabilidade sobre a vida dos nossos filhos deve estar submetida ao aval de gente desse tipo.
Sem falar no fato de que a própria regulamentação pode vir a ser (Deus queira que não) um problema para as famílias, uma vez que muitas decidem retirar as crianças da escola em função da doutrinação e, de repente, podem se descobrir forçadas a oferecer conteúdos com esse teor às crianças.

Eu, de minha parte, peço a Deus para que apenas a vontade Dele seja feita, seja ela qual for.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O que o homeschooling fez por sua família?

Dias atrás, inspirada por uma página norte-americana, o Simple Homeschool, decidi reunir testemunhos e dar espaço para que diversas famílias contassem um pouco sobre como o homeschooling mudou suas vidas, sobre como as coisas melhoraram a partir do momento em que tomaram as rédeas da educação de suas crianças.

O propósito dessa iniciativa? Fortalecer quem já pratica e encorajar quem ainda não pratica, mas deseja praticar o ensino em casa!

Assim, aqui vai o primeiro depoimento, de autoria da minha amiga Géssica Hellmann, da página no facebook "Valorizando o conhecimento com educação domiciliar".

Logo no início de 2013, estávamos angustiados com a escola que nosso filho mais velho frequentava, tanto pela péssima qualidade de ensino quanto pela distorção dos valores morais em atitudes “politicamente corretas”.
Enquanto tentávamos encontrar uma solução para esse problema, chegou a nossas mãos um artigo muito inspirador da Camila Abadie sobre a prática do Home Schooling.

Foi nesse momento que um mundo novo se abriu diante de nossos olhos. Foram necessárias algumas semanas para que meu marido e eu decidíssemos pela educação domiciliar. Como estávamos no meio do ano letivo, decidimos manter o menino na escola até o final do ano, para iniciarmos essa nova fase com dedicação integral. Foi o período necessário para pesquisar materiais, livros, conteúdos e fazer o planejamento para o ano seguinte.

Diferente do ano anterior, 2014 foi um ano iluminado, criativo e enriquecedor. Nossos dois filhos sentiram-se muito mais autoconfiantes, amigos e felizes. Aprenderam muito mais nesse ano do que inicialmente havíamos planejado.

Hoje são capazes de explicar com suas próprias palavras os assuntos mais variados. Se interessam por conteúdos novos, livros se tornaram seus companheiros inseparáveis.

Estamos confiantes pelo caminho que escolhemos percorrer junto com nossos filhos. Agradecemos a Deus a oportunidade de ajudá-los a crescer na fé, com valores morais e éticos e, a cada dia, valorizando o conhecimento.
Você gostaria de contar a história de como a educação domiciliar mudou a sua família? Então escreva-me! encontrandoalegria@gmail.com ;) 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Queremos as aranhas. Precisamos dos sapos.

Ouço meu marido falar sobre o desejo de ir embora para o interior desde que o conheci. A propósito, este é um desejo que ele manifesta até nas roupas que veste (sempre que possível): bombachas e alpargatas. No entanto, eu, nascida e criada no interior, cultivo, desde que me conheço por gente, um certo "bovarismo", afinal, "sofrer em Paris é muito melhor".

Entretanto, quando os filhos chegam à nossa vida e, especialmente, aos nossos corações, muita coisa costuma mudar, e esta foi mais uma delas. De uns tempos para cá, conforme o "bovarismo" arrefecia e a desilusão com "Paris" e suas tantas "opções culturais" aumentava, meu desejo de retorno às origens tornou-se crescente. Expressão disso (talvez alguns de vocês o tenham visto), foram algumas de nossas mais recentes aquisições literárias: Como fazer quase tudo e Guia prático da auto-suficiência. 



Recentemente, porém, mais uma gota caiu sobre o cálice da capital dos gaúchos: minha filha, dias atrás, exclamou admirada: "Mãe! Uma aranha!". Não, ela não gritava de medo. Por incrível que pareça, ela gritava era de alegria, pois foi a primeira vez que ela viu uma aranha. Para piorar, disse-me ela que, além de jamais ter visto uma aranha, ela jamais havia visto um sapo. Suas palavras tiveram efeito semelhante ao de um soco em meu ouvido. Fiquei zonza com aquelas duas singelas declarações. Claro, minha filha não sabe o que isso significa, mas eu sei. Que infância é essa, em que a criança jamais viu uma aranha, jamais viu um sapo? Há algo de muito errado... 

Fiquei com um grande peso no coração, orando por uma direção, ansiando por uma mudança, sem saber o que fazer. Ir a um parque não é a mesma coisa que ter um quintal. Descer para o andar térreo do prédio também não. No primeiro deles, os problemas são ou os maconheiros, ou os mendigos, ou a sujeira, ou as pessoas que acham que os cachorros são prioridade, ou os satanistas, ou, cúmulo da falta de noção, os pelados; às vezes vários desses itens reunidos. No segundo, são os vizinhos que deixam os cães fazerem cocô na grama, ou plantam flores onde as crianças gostam de brincar ou, melhor ainda, a vizinha querida que tem duas cadelas absolutamente endemoninhadas: os animas rosnam, latem e erguem-se sobre as patas traseiras de raiva de qualquer pessoa, incluindo meus filhos, incluindo meu bebê; e ela, a querida vizinha, não tem o menor problema com isso.

Como se não fosse o bastante, a gota de transbordamento chegou no último domingo, de maneira dolorosa e revoltante. Copio os dois posts que fiz a respeito no facebook, ainda sob o calor dos eventos, como sinal claro e incontestável da necessidade de mudança. Conforme vocês verão, relato um dos piores episódios (acho mesmo que o pior) de nossos dias aqui em Porto Alegre (desculpem-me pelo palavrão, mas quis manter o texto conforme o original):

Hoje à tarde (e ontem à noite), teve reunião de vagabundos bicicleteiros no bar ao lado de casa. Faz parte. É preciso saber conviver quando se está em uma cidade. No entanto, quando a bagunça começou (por volta das 15h), resolvemos sair de casa mais cedo que de costume, o que já é um absurdo, que precisemos deixar nossa casa por causa dos vizinhos. Assim, às 17:30 já estávamos na igreja, pois não havia mais possibilidade de aguentar o funk e a junção de bagaceiros. Pois bem, agora, passadas 3 horas e 30 minutos que havíamos saído de casa, ao retornarmos, encontramos nossa rua fechada e dois FILHOS DA PUTA pelados, guardando a "privacidade" da festinha ao ar livre. Isso mesmo. Imagine a cena: você sai, vai à igreja, passa no mercado, leva as crianças pra comer sorvete, tudo para matar tempo e deixar os mongolões cansarem da brincadeira, mas, quando chega, precisa correr e tapar os olhos das crianças para que não vejam os pelados. Deu. Cansei de Porto Alegre. O que era um desejo mais ou menos vago, virou certeza: não dá mais pra ficar aqui. As pessoas enlouqueceram completamente e eu não vou deixar meus filhos enlouquerecem junto. Não mesmo.

O saldo da noite de ontem - para quem está acompanhando a novela do post anterior:
Chloe abraçou-me agradecendo por eu ser uma boa mãe e não tê-la deixado ver os bagaceiros pelados, apesar de ela ter visto, antes que entendêssemos o que estava acontecendo, a bunda de um deles.
Bibi adormeceu banhado em lágrimas, no colo do Gustavo, passado das 23h, porque a "música do inferno" não parava.
Maravilha, né?

Para quem acha que estou fazendo drama, exagerando, clique aqui ou aqui e veja com os seus próprios olhos. Eles se orgulham disso. E a polícia passou e não fez nada. Ou seja, não há ninguém por nós, e nós somos minoria.

Assim sendo, e mais cedo do que imaginávamos, começamos a pesquisar um novo lugar para morar. Não sabemos ainda para onde iremos nem quando iremos. Continuamos rezando, pedindo orientação de Deus, mas uma importante lição ficou-me de tudo isso, uma lição que estava passando perigosamente despercebida aos meus olhos: a mais bela descrição de uma aranha não é melhor que a aranha; a mais rebuscada ilustração de um sapo não substitui o sapo; a mais completa descrição de uma teia não dá conta da riqueza da beleza de uma teia de aranha orvalhada, vista contra o sol, numa manhã de outono; a mais complexa descrição do salto de um sapo não é mais lindo que o grito de surpresa de uma criança ao vê-lo pela primeira vez.

Meus queridos leitores, orem por nós. Queremos as aranhas. Precisamos dos sapos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Curitiba é demais!

Neste último final de semana estivemos em Curitiba. Embora eu já tivesse passado pela cidade algumas vezes, de ônibus, jamais havia ficado por lá. A impressão que tive confirmou o que eu percebia de modo tão breve em minhas andanças através da capital do Paraná: a cidade é linda, linda, linda! Não que eu conheça muita coisa, pois não conheço mesmo, mas a beleza, a ordem e a tranquilidade de Curitiba lembram apenas vagamente algumas poucas cidades do interior do Rio Grande do Sul, especialmente aquelas que foram colonizadas por imigrantes italianos ou alemães.

No domingo à tarde, como não poderia deixar de ser, fizemos um belo passeio por um dos muitos parques da cidade. Além de limpo, bem cuidado e livre de satanistas, maconheiros e pelados (tipos cada vez mais comuns nos parques aqui de Porto Alegre), o parque que visitamos (o Parque do Bosque Alemão) tem uma incrível trilha que pretende imitar o caminho percorrido por João e Maria (sim, os personagens do conto clássico!): ao longo do percurso, painéis com trechos ilustrados da história vão conduzindo os visitantes, primeiro, até a casa da bruxa (que é uma biblioteca pública!) e depois até a liberdade ;), ou até a próxima diversão. Não preciso dizer que as crianças adoraram, não é? 

Também foi interessante saber que assim como a casa da bruxa, existem muitas outras pequenas bibliotecas públicas espalhadas pela cidade. São os chamados "Faróis do saber" e realmente iluminam a cidade: estão disponíveis e são frequentados pela população.

É claro que isso não é o suficiente para garantir um bom nível cultural à população, afinal, sabemos que há muita, mas muita porcaria sendo publicada (e vendendo!) por aí. Mas, de todo modo, entre uma cidade que investe em literatura, oferecendo-a aos seus cidadãos, e uma outra que é indiferente ao assunto, obviamente que a primeira delas é, de longe, a preferível. De fato, neste e em vários outros aspectos, Curitiba está muito a frente de Porto Alegre.

Vejam um pouquinho do passeio:

Uma vista exuberante antes da descida rumo à trilha.

Parabéns ao prefeito politicamente incorreto que realizou o projeto!
Meus aventureiros lindos!
Bibi espiando pelas frestas da escadaria de madeira.

A trilha.

O conto.




Uma casinha de bruxa resolveria vários dos meus problemas. ;)


Curitiba já deixa saudades em todos nós. Mas os frutos dessa viagem, se Deus quiser, serão abundantes e abençoarão muitas famílias!

Fiquem ligados, pois muita coisa boa (e inédita) virá por aí. 2015 será um grande ano para o Encontrando Alegria e para a educação domiciliar no Brasil!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Entre para a nossa lista!

Queridos,
sei que ando um tanto sumida, mas não é por falta de assunto nem de vontade.

A verdade é que a primeira turma do curso "Ensine seus filhos a gostar de ler" está na reta final e, além disso, já estou com um novo curso no forno. Ambas as coisas, mais todas as demais atividades da vida de mãe homeschooler têm tomado os meus dias (para nem mencionar as emoções e desafios pós-eleições).

Pensando nisso tudo, resolvi fazer algo que já devia ter feito meses atrás: uma lista de e-mails decente, com a finalidade de agilizar nossa comunicação.

Sei que muitos de vocês recebem o feed dos posts diretamente no próprio e-mail, no entanto, tais atualizações ficam restritas aos conteúdos das postagens. Ou seja, se eu quiser avisá-los especificamente sobre um artigo recém publicado, sobre uma tradução fresquinha, sobre um novo curso ou sobre um conteúdo exclusivo para os cadastrados, não terei como fazê-lo a menos que escreva um post no blog.

Mas não se preocupe: não pretendo encher a caixa de entrada de ninguém e muito menos divulgar suas informações para quem quer que seja. O seu cadastro é nosso meio privado de comunicação, certo?

A coisa é rápida: você levará apenas 2 ou 3 minutos, no máximo. Veja abaixo. ;)

Desde já, muito obrigada pela sua participação!
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Gaudeamus igitur!

As duas últimas aulas de latim foram bem especiais.

Na semana passada, o prof. Clístenes deu algumas lições de teatro às crianças. Como o livro por eles utilizado, o Familia Romana, possui vários diálogos, é muito fácil dramatizá-los e converter a aula em um pequeno palco. Infelizmente, porém, eu estava sem o tablet na ocasião, de modo que não pude fazer nenhum registro.

Ontem, no entanto, eu fui preparada. Mas em lugar de teatro, a "novidade" foi o canto - e acrescento as aspas porque não foi a primeira vez que o prof. Clístenes cantou com as crianças, mas, que eu me recorde, foi a primeira vez que elas se engajaram para valer.

Confiram.


Dêem-me um desconto. Filmar e segurar um bebê inquieto no colo não é fácil. :)


Claro que pode melhorar muito, afinal, ontem foi uma primeira tentativa, um primeiro ensaio. Mas o mais legal disso tudo é ver que, mais do que o aprendizado do latim - que por si só é muito bom -, as crianças estão tendo contato com um professor que compreende e insere a língua de Cícero dentro de um universo mais amplo e mais significativo, que é o universo das artes liberais.

Assim, resta-me pouco além de dizer: muito obrigada, prof. Clístenes!

E para quem quiser, aqui vai uma versão completa do Gaudeamus igitur:

 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Comece por você

Queridos leitores,
Para aqueles de vocês que talvez não saibam, passo aqui para avisá-los sobre uma parceria muito legal que eu, o Prof. Carlos e o Arno acabamos de fechar: terei o prazer de contribuir, mensalmente, com um texto exclusivo para o blog "Como educar seus filhos"!

Bacana, né? Estou bem feliz por mais uma vez ter a chance de participar desse time que respeito e admiro demais. :)

Assim, se você quiser ler minha primeira publicação, intitulada "Comece por você", clique aqui. Você será redirecionado diretamente para o meu texto.
 
Um abraço e até breve! Já estou com um post novo no forno (ou melhor, na panela! ;) ).


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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vencendo o cronograma

Na última sexta-feira, dia 10 de outubro, concluímos mais um trecho importante da nossa caminhada homeschooler: terminamos o livro de português recomendado para a terceira série!

Para quem não sabe, trata-se de um livro pertencente a uma coleção da FTD que nos foi recomendado (e presenteado) pelo prof. Carlos Nadalim. Aqui você pode ler mais a respeito, embora a imagem presente no post linkado seja do livro destinado à série anterior, isto é, à segunda série.

Foi a primeira vez que segui um livro didático do início ao fim com a Chloe e, é claro, além de um grande auxílio, o livro me possibilitou algumas experiências interessantes.

A primeira delas foi perceber que, embora o livro seja bom, isso não é garantia de que a minha filha conseguirá entender as explicações e os exercícios conforme eles estão ali expressos. Ou seja, mais uma vez ficou bastante claro o fato de que há muitos modos, muitos jeitos de explicar a mesma coisa.

A segunda coisa que percebi foi que, ainda que o conteúdo seja elaborado por especialistas, muitas vezes o tempo destinado à fixação de cada novo item não é o bastante. Ou seja, mesmo que minha filha aprenda a lição, isso não quer dizer que ela esteja conseguindo fixá-lo pelo tempo necessário para não mais esquecê-lo. Assim, "avançar na matéria", como muitas vezes ouvimos de nossos professores, nem sempre é uma boa ideia, mas, antes, permanecer na matéria é o melhor, elaborando mais exercícios sobre o mesmo conteúdo. Afinal, de que adianta cobrir uma vasta lista de assuntos se ao final do ano (ou do mês!) a criança já nem lembrará mais aquilo que foi estudado?

Por último, percebi que, mesmo com um bom livro nos servindo como base, precisamos ter uma postura ativa na transmissão do conteúdo aos nossos filhos, caso contrário não seremos capazes de perceber as peculiaridades do seu modo de aprender e do seu ritmo de assimilação, e corremos o risco de achar que a criança é quem possui dificuldade, quando, na verdade, trata-se de mero cuidado de adequação entre o livro e a criança. Por outro lado, uma postura ativa não é sinônimo de intervenção ostensiva.
Nossa postura deve ser atenta, cuidadosa, sempre disponível, mas sobretudo discreta, para que à criança seja dada a chance de superar-se e de adquirir sempre mais autonomia.

Agora (e pelo resto do ano), focaremos em um desafio diferente: interpretação textual com Os Lusíadas, de Camões. ;)

domingo, 21 de setembro de 2014

Sobre (e sob) o cansaço

Ontem à noite, uma gentil senhora perguntou-me, ao ouvir-me falar sobre a educação dos meus filhos, "mas você não fica muito cansada?". Não é a primeira vez que escuto tal pergunta e, por conta disso, achei que um post falando a respeito cairia bem por aqui.

Sim, cansa. E às vezes, é verdade, eu fico muito, mas muito cansada. Como já disse em algum outro lugar, eu não tenho empregada. Também não tenho babá. Não tenho máquina de lavar louça nem freezer. E dou de mamar a madrugada toda, sempre que meu filho deseja. Ou seja, as coisas que envolvem a casa e as crianças são todas comigo. Do aprendizado dos números ao dobrar das cobertas, da leitura de Shakespeare à limpeza do vaso sanitário, do feijão à fralda suja, quem cuida de tudo sou eu. Mas ao contrário de me ressentir por tudo isso, sentindo pena de mim mesma, eu acho tudo muito bom. Descobri que, graças ao bom Deus, dou conta do recado (apesar de não ter pensado sempre assim). E também não tenho nada contra o ter uma empregada, uma babá, uma máquina de lavar louças e um freezer. Pelo contrário, se pudesse, teria tudo isso, mas o ponto aqui é que o fato de não os ter não me impede de realizar as tarefas e não faz com que me sinta menor ou maior em comparação com quem os tem. Esta é a minha circunstância e eu decidi abraçá-la inteira.

Por outro lado, e como disse à querida senhora, eu também já trabalhei fora. Também já dei uma de Cérebro (lembra do desenho "Pink e Cérebro"?) e quis dominar o mundo. Cruzava várias cidades, indo e voltando do trabalho e da pós, porque achava que esse era o único modo possível de viver e de provar o meu valor. Passava o diabo em trem superlotado, ônibus-lata-de-sardinha, calçada molhada de chuva no inverno, derretendo de calor no verão, e tudo sem sair do salto. Também trabalhei com gente maluca, surtada mesmo, que dá barraco na frente dos clientes e não te deixa em paz até te fazer chorar. Já trabalhei com gente manipuladora que não paga aluguel, morando de graça dentro da sua cabeça e transformando sua vida num inferno. Também não estou dizendo que todas as mulheres que vivem situações assim o fazem por orgulho, por necessidade de afirmação. Muitas, e eu conheço algumas, o fazem por não terem outra opção: ou trabalham ou não comem. Tais mulheres merecem todo o respeito e admiração. Além disso, não penso que todo o trabalho precise ou deva ser encarado como um inferno. Não é isso. A questão vem logo a seguir.
 

Entre aguentar esse segundo tipo de rotina, que nada tem de relaxante, tendo como recompensa a aprovação social (ai daquela que resolver ficar "fazendo nada" em casa!) e uns trocados, por muitos ou poucos que sejam, e poder cuidar da minha casa, dos meus filhos e do meu marido, é óbvio que fico com a segunda opção. Não foi uma escolha fácil, nem automática. Foi antes um processo amadurecido às duras penas ao longo de alguns anos. A recompensa, porém, é incomparável: eu não perco a infância dos meus filhos, eu os preparo para a vida, sei o que acontece com eles e posso conduzir toda a nossa rotina à minha maneira, nos meus horários e no meu ritmo, com toda a liberdade. E a carreira? A carreira pode esperar. A carreira não tem "prazo de validade". A carreira eu começo (ou continuo) quando quiser. Já o gerar filhos, ou é agora ou nunca mais. O vínculo com os meus filhos, na proximidade e na intensidade que eles precisam, ou é agora ou nunca mais.

É certo que às vezes, como semana passada, por exemplo, fico ainda mais cansada: visitas, eventos, doença e todas as coisas de sempre de cada dia formam uma combinação exaustiva. Mas então dou-me conta de como era a vida da maioria das mulheres de antigamente e concluo que a minha ainda é muito tranquila: eu não preciso tirar leite da vaca; não preciso fazer manteiga nem queijo; não preciso ir tirar água do poço; não preciso lavar à mão dúzias e dúzias de roupas; não preciso costurar (embora, preciso confessar, acho tudo isso legal pra caramba e um desafio que eu gostaria de encarar)... Enfim, apesar de fazer tudo sozinha e de isso ser muito para os padrões contemporâneos, a verdade é que a minha vida (e provavelmente a sua também) é bastante mole.

Em resumo, estou com Chesterton e não abro: o feminismo convenceu-nos que trabalhar pela nossa família é escravidão, enquanto o trabalho para um patrão é liberdade. Assim como as demais ideologias, o feminismo é coisa de adolescente: um recorte estereotipado da realidade que serve como molde para a identificação com um grupo no qual, por alguma razão, você deseja ser aceito. Mas depois que você se sente amado e aceito por um igual digno e (mais ainda) por Deus, o normal é essas besteiras passarem. De minha parte, jamais provei tanta liberdade quanto agora: vivendo o que quero viver, por amor e em doação. Não há cansaço mais recompensador e não há dinheiro que valha mais que isso.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Algumas imagens do Encontro Regional sobre HS

Antes da abertura.

Abertura de improviso (o Gustavo era o responsável por essa parte, mas acabou tendo que resolver alguns imprevistos).

Palestra do Alexandre Magno.

Um bebezinho fofo aqui.

Um outro ângulo da palestra.

Dois sapecas aqui.

Intervalo.

Nathaniel assume os trabalhos. ;)

Prof. Carlos Nadalim prometendo castigo pra quem não se comportar. :D

Outro ângulo da palestra.

Salinha das crianças.

Muitos livrinhos, pecinhas e espaço.


Os grandes também se divertem.

Lembrancinhas lindas.

Linda, né?! :)

Bibi ajudando a mostrar o detalhe. ;)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

História - Alexandre, o Grande

Em dias como hoje, em que as crianças estão doentinhas, a única matéria realizada em maiores desgastes é a de história, pois exige apenas atenção e um certo esforço rememorativo a respeito da aula anterior. 

Assim, prosseguimos nos estudos rumo ao capítulo XXV do The story of the world - Ancient times: Alexandre, o Grande. Susan Wise Bauer, autora dessa série de livros de história, sempre acerta o tom ao aproximar os eventos históricos da realidade das crianças. Ao explicar a conquista da Grécia por Alexandre, por exemplo, Susan compara Esparta e Atenas a dois irmãos ocupados demais em brigar um contra o outro e, por conta disso, incapazes de perceber a aproximação de um valentão. Foi assim que Felipe, pai de Alexandre, realizou facilmente a proeza que os persas, apesar das diversas e longas batalhas, não haviam conseguido: ele dominou um povo enfraquecido após anos de guerras e disputas internas. 

A partir daí, ouvir sobre Bucéfalo, sobre as incomparáveis conquistas, sobre o Farol de Alexandria e sobre a morte de Alexandre faz com que as crianças quase renovem as suas energias. 

Longe de ser o dia ideal, vivemos, hoje, o dia possível. Mas foi divertido e interessante mesmo assim.

Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

domingo, 14 de setembro de 2014

Alegria, gratidão e saudade

Queridos, como muitos devem estar aguardando novidades a respeito de ontem à tarde, aqui vai um primeiro resumo, um apanhado precoce e bastante pobre, que não dá conta de tudo o que os momentos compartilhados na Vila Manresa significaram.

Até agora não consegui calcular quantas pessoas estiveram conosco. Algumas famílias cancelaram na última hora e outras decidiram participar na última hora. Alguns chegaram mais tarde e outros saíram mais cedo. De todo modo, lotamos as duas salas que havíamos reservado para o evento: a sala das palestras e a sala dos brinquedos. Acredito que isso represente cerca de 50 adultos e 30 crianças.

Apesar da pretensão original, de reunirmos praticantes e interessados em educação domiciliar que vivem em Porto Alegre e na região metropolitana, pessoas de vários outros locais também estiveram presentes: gente da serra gaúcha, do Vale dos Sinos, do Paraná e até de São Paulo!

De certa forma, três palavras resumem os meus sentimentos sobre o primeiro Encontro Regional sobre Homeschooling: alegria, gratidão e saudade.

Alegria por conseguir, finalmente, acrescentar corpo, voz e movimento a tantas pessoas que conhecia apenas por facebook ou por email. Alegria por poder cumprimentar cada pessoa dando-lhes boas-vindas. Alegria por poder proporcionar um tempo para encontros, trocas, aprendizados. Alegria por ver nossos filhos juntos, brincando, rindo, comendo, desfrutando da companhia uns dos outros.
 
Gratidão por todas as orações em prol do evento e dos participantes (sem a intercessão de vocês tudo teria sido imensamente mais difícil!). Gratidão pela disposição de todos, doando tempo, deslocando-se a um lugar afastado e de difícil acesso, para estarmos reunidos! Gratidão àqueles que, mesmo depois de terem se perdido, indo parar longe do local e só depois encontrado o caminho certo, não perderam o bom-humor nem a vontade de chegar! Gratidão à Larissa e ao Andrei, por terem buscado e levado o Alexandre ao aeroporto, carregando a querida Maria (que está quase nascendo!) nessa apressada aventura! Gratidão à Patrícia, por trazer tapetinhos, livros e peças de encaixe para as crianças brincarem, por cuidar com tanto amor de nossos filhos durante uma das palestras! Gratidão à Suellen, por trazer mais brinquedos e por se dispor e cuidar de nossos filhos durante a outra palestra, mesmo não tendo filhos ainda! Gratidão às queridas Karen e Rachel por ofertarem, cada uma, o excelente fruto de seu trabalho, surpreendendo a todos pela delícia (dos cookies e bolo) e pela beleza (das lembrancinhas)! Gratidão ao Ivanor, ao Matheus, ao Renan e ao Arno por terem registrado o evento! Gratidão ao Adenilton, que nos cedeu o espaço e assim nos permitiu desfrutar de um lugar lindo, bucólico, que descansa os olhos e acalma o coração! Gratidão à Andirá Comunicação, à Editora Ecclesiae e à Critério pelo patrocínio, e à Confraria de Artes Liberais e à Editora Concreta pelo apoio! Gratidão ao Alexandre Magno por ter dado o pontapé inicial ao incentivar a realização do evento, por ter vindo lá de Brasília para passar tão pouco tempo conosco, por nos esclarecer tanto e nos tranquilizar ainda mais! Gratidão ao prof. Carlos Nadalim (alguém que eu tive o privilégio de conhecer melhor e admirar ainda mais) por abrir um caminho seguro e rico que nós, pais, podemos percorrer na formação de nossos filhos durante os seus primeiros anos de vida! Gratidão a alguém que influenciou e influencia muitos dos participantes do evento, que contribuiu e contribui para que permaneçamos desejando realizar em nossas vidas aquilo que Deus deseja para nós: o querido prof. Olavo de Carvalho!

Saudade, muita saudade disso tudo e de todos! Saudade até do que não aconteceu: da atenção que gostaria de ter devotado a cada um, das conversas que gostaria de ter participado...

Mas, se Deus quiser, nos encontraremos novamente!
Um grande abraço a todos!
Final do evento - Cerca de 12 pessoas já haviam partido.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os pais homeschoolers


Há muitos dias atrás uma leitora pediu-me que escrevesse a respeito do papel do pai na educação domiciliar. Comecei o texto antes do dia dos pais, mas, para variar, não consegui concluí-lo. Agora, porém, vivendo uma situação inédita, adquiri a compreensão de um aspecto da questão que ainda me faltava. E aproveitando que as crianças estão na cama, resolvi fazer uma forcinha extra e não deixar passar.

Primeiro, e antes de tudo o mais, penso que, nessa difícil caminhada do ensino em casa, ao pai deve caber a retaguarda, a proteção advinda da compreensão, da permissão e do comprometimento total com esse projeto educacional. Um pai confuso, inseguro ou contrariado a este respeito, ao ser inquirido sobre a educação de seus filhos, facilmente vacilará e exporá sua esposa e seus filhos à censura pública. É, portanto, fundamental que, mais do que o empenho da mãe, a educação domiciliar praticada em família seja plenamente aprovada e defendida pelo pai.

Segundo, penso que assim como o pai é importante na formação da criança, também o é neste aspecto específico da vida, a educação. Embora poucas famílias homeschoolers tenham o privilégio de poder contar tanto com a mãe quanto com o pai como professores no dia a dia dos estudos, é importante que o pai esteja, de certa forma, por dentro dos assuntos. Trata-se de uma segurança a mais, para a mãe e para as crianças, saber que o pai também sabe aquilo que eles estão trabalhando ao estudar. E não me refiro aqui às minúcias dos conteúdos abordados, mas a um interesse pelos assuntos. Todavia, se o pai também souber de fato aquilo que é estudado, tanto melhor, pois mãe e filhos ganham um interlocutor a mais: ela, para poder avaliar o seu próprio conhecimento e metodologia; eles, para poderem assimilar ainda de um outro modo o mesmo conteúdo.

Além disso, é de grande, imensa valia quando o pai se dispõe a pesquisar métodos, materiais, bibliografias, sites e blogs para auxiliar no incremendo ou complementar aquilo que já vem sendo utilizado. Aqui em casa, por exemplo, grandes achados - como o Teaching the trivium - foram feitos pelo Gustavo. Na verdade, nossa caminhada como homeschoolers começou com o Gustavo.

Por último - e este é o aspecto que me faltava viver e compreender -, creio que um dos gestos mais significativos que o pai homeschooler pode ter para com o bem-estar da sua família é simplesmente estar presente e procurar, na medida do possível, aliviar um pouco os ombros da esposa. Não, pessoal, o Gustavo não está deixando a desejar. Tampouco isso é uma indireta para ele. :) Na verdade, pela primeira vez em quase 10 anos de casados, vejo-me há vários dias sozinha com as crianças e, por conta disso, pude perceber o quanto a simples presença dele é um alívio para mim: são uns poucos minutos a mais no banho, uma refeição sem pressa, um sono mais tranquilo, mais alguém para dar atenção e carinho às crianças, um café com leite e uma torrada, uma massagem, um abraço apertado, um afago ou até um colinho. Enfim, toda a atenção que ele me devota repercute positivamente sobre as crianças, fazendo com que a intensa tarefa de educar em casa se renove.

Sim, queridos leitores, ainda que o pai não "pegue no pesado" da rotina diária dos estudos, está ao alcance dele pequenos gestos de amor e refrigério que renovam as forças da mãe-professora. Pode parecer pouco, mas, cá entre nós, sejamos sinceras: isso faz toda a diferença do mundo, não é mesmo? ;)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Entrevista sobre o curso "Ensine seus filhos a gostar de ler"

Olá, pessoal!

É com muita alegria que venho avisá-los a respeito da abertura das inscrições para a primeira turma do curso "Ensine seus filhos a gostar de ler".

Aqui neste link você pode conferir agora mesmo a entrevista que concedi ao querido prof. Carlos Nadalim e na qual explico um pouco mais a respeito do curso.

Amanhã pela manhã as inscrições estarão abertas. Assista ao vídeo, cadastre-se e não perca a sua vaga! ;)

sábado, 6 de setembro de 2014

"Brasil acima de tudo! Ninguém acima de Deus!"

Hoje pela manhã fui surpreendida. Fui até a feirinha do Bom Fim comprar algumas coisas e pude assistir ao desfile de várias escolas, entre elas do Colégio Militar e do Colégio da Brigada, em homenagem ao 7 de setembro. Eu não sabia que o desfile aconteceria ali e, pra falar a verdade, nem havia me dado conta da data. Minha cabeça está voltada para o dia 13. Até lá terei dificuldades em lembrar de qualquer outra data. Mas, voltando ao desfile, pude ouvir e observar muita coisa interessante.

A primeira delas foi a diferença entre os poucos veteranos presentes e os estudantes em geral. Claro que a idade, por si, já contribui para a distinção, mas era nítida uma certa sobriedade (gravidade, melhor dizendo) na postura dos mais velhos, enquanto a maioria dos estudantes trazia um olhar e uma postura de quem não sabe ao certo o que está fazendo ali; outros, por sua vez, personificavam a irreverência, alheios àquilo que deveria ser rememorado e expressado no desfile. Alguns poucos, porém, pareciam saber a razão de estarem ali e portaram-se de acordo.

A segunda coisa na qual prestei atenção foi a reação dos clientes da feira. Esta é uma feira de alimentos orgânicos, comercializados por produtores locais, e para qual afluem dezenas, centenas de bichos-grilo, alternativos, esquerdistas, adoradores de guaipecas, e, por fim, vovós e vovôs que só querem comprar alguma coisa direto da horta. Contrariando os tradicionais discursos pretensamente pacifistas que jorram das bocas da maioria desse pessoal, o clima de hostilidade era evidente. Pouquíssimas pessoas pararam para prestigiar as escolas e suas bandas. A maioria seguiu comprando, alheia ao evento, reclamando que o desfile tinha "acabado com a feira". Vi semblantes de escárnio, de desprezo, de superioridade...

O ápice, na minha opinião, foi a apresentação do Colégio Tiradentes, o único que tinha grito de guerra. Imaginem a cena: dezenas de rapazes e moças, separados em duas companhias, uniformizados, marchando e bradando seus respectivos gritos, cada um à sua vez. Não me recordo de todo o grito, mas creio que guardei na memória o essencial:
"Brasil acima de tudo! Ninguém acima de Deus!"
O silêncio dos espectadores ressoou tristemente a frieza e a indiferença na qual o povo brasileiro vive os nossos dias. Eles não sabem, mas já não é ao exército ou à polícia que se tornaram avessos. É a ordem, a disciplina, o rigor, a honra, a lealdade e outras virtudes semelhantes, parcamente ali representadas, que eles hoje odeiam. Nosso povo enamorou-se de morte pelo caos, pela bagunça, pelo improviso, pela baixeza, pela traição...

A hipótese final é notoriamente trágica: hoje, caso rebentasse uma guerra e dependêssemos dos estudantes, estaríamos perdidos; por outro lado, se dependêssemos dos clientes da feira, estaríamos mais que perdidos: estaríamos entregues.

Que nesta véspera de 07 de setembro possamos nos empenhar em fazer das nossas famílias pequenos e amorosos "quartéis", verdadeiros núcleos de resistência à vilania onde cada um saiba o seu papel, desempenhe-o com alegria e sirva aos demais com respeito, fidelidade e amor. Pelo futuro do Brasil e para a glória de Deus!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Apego e dependência


Olá, pessoal!

Passo aqui para compartilhar com vocês uma resposta que escrevi a uma mãe que me pedia conselhos sobre voltar ou não ao mercado de trabalho após o nascimento do bebê. Suas dúvidas voltavam-se para as objeções frequentemente ouvidas por todos nós sobre o "criar a criança com muito 'apego'" e acabar criando um "vínculo de dependência". Assim como nós, a mamãe em questão não quer errar, quer tomar a decisão certa, e, em seus sentimentos, não quer ficar longe do bebê.

Deixo, logo abaixo, minha breve resposta:
Veja, você usou duas expressões interessantes para comunicar a sua dúvida: "apego" e "dependência". Embora se pareçam, tais coisas não são sinônimos. Apegar-se é algo que faz parte da vida de todos os bebês. Não só dos humanos, mas de todos os bebês do mundo animal, até onde me lembro. Os bebês (e crianças) precisam de um porto seguro, precisam de proteção, precisam da certeza de alguém que cuide deles, que se importe, que não os abandonará. Isso é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável da criança. Sem essa referência concreta o que sobra é o medo, a insegurança, a carência e a timidez.

Já a questão da dependência é algo que você, voltando ou não para o trabalho, precisará saber administrar para que não ocorra. Depender é não conseguir/poder/querer fazer nada sozinho e isso não tem a ver com a presença materna, mas com a postura da mãe. Uma mãe que subestima ou mima a criança fazendo tudo por ela criará, obviamente, essa dependência. Você percebe a diferença entre uma coisa e outra?

Além disso, façamos um exercício: as escolas, tal como hoje as conhecemos, surgiram por volta de 1800; já as creches e maternais são um fenômeno muitíssimo mais recente. Como é que a humanidade fazia antes disso e como eram as crianças criadas dessa outra maneira? Não era absolutamente normal permanecer na própria casa, com a própria famílias até a idade dos 7 anos? As crianças, salvo aquelas que enfrentavam outros problemas, não eram perfeitamente normais? Aliás, a maioria das pessoas não era muito mais saudável e normal do que os nossos contemporâneos?

Eu, de minha parte, conforme leio, estudo e vivo a rotina doméstica, fico cada vez mais convencida de que tomei a melhor decisão. Por último, recomendo-te vivamente, intensamente, a leitura de "Maquiavel Pedagogo", da Ed. Ecclesiae (meus posts sobre o livro podem ser lidos aqui e aqui). Ali você verá o que atualmente está por trás da escolarização obrigatória e cada vez mais prematura.

Espero ter levantando algumas questões que te ajudem a tomar a melhor escolha para ti e para tua família.
Eu não canso de me impressionar com o quanto, hoje em dia, o amor, o afeto, a família, a dedicação aos semelhantes têm sido desnaturalizados. Tornou-se incrivelmente  estranho uma mãe que queira ficar junto ao seus filhos, especialmente em seus primeiros anos de vida, mas não é estranho uma mulher que não queira filhos e os substitua (até em palavras) por bichos. E isso tornou-se estranho não só entre o povo em geral, mas mesmo entre mulheres cristãs.

Lembro-me aqui de uma senhora cristã muito querida que, certa feita, vendo-me com o Benjamin ainda bebê, disse-me sem pestanejar: "Esse daí tu vais ter que matricular na escolinha." Como se me dissesse: "Tu não aguentarás essa praguinha muito tempo e desejará livrar-te dele tão cedo quanto possível." Olhando para trás não deixo sempre de me espantar com a postura da referida senhora, a qual, apesar da idade e da fé, deixou-se levar por uma mentalidade torpe que diz às mulheres que elas não são capazes de dar conta de seus filhos e de serem felizes assim.

De fato, crendo que há um "plano B" (como delegar a criança a terceiros), uma saída fácil, que os filhos são um fardo, torna-se realmente muito difícil dedicar-se ao criar novas e boas pessoas. No entanto, crendo que isso é o que de melhor se pode fazer, que apesar de não ser fácil é perfeitamente possível, que filhos são bênçãos eternas, verdadeiros presentes de Deus, então o desafio torna-se estimulante e cheio de alegres recompensas.